Olá leprechais! Saudades? Espero que sim, sumir é bom pra deixa-la sempre aquecida em nossos corações, certo?

Pois então, não tenho como deixar de falar sobre um game que está torcendo o meu juízo nestes últimos meses: Monster Hunter World.

Eu já conhecia a série desde seu debut, com o seminal Monster Hunter (2004) do saudoso PlayStation 2. Pois sempre amei os universos vastos e as criaturas fantásticas, além do senso de exploração que o game me proporciona. Infelizmente, jogar online nos idos do início dos anos 2000 em consoles era algo muito esotérico. Eu via as notícias nas revistas sobre as jogatinas online de Phantasy Star Online (Dreamcast) e de Monster Hunter, e ficava sonhando… mas nunca consegui desfruta-las na época. 

Old times…

Pois o universo de Monster Hunter se completa com elas.  O centro do mundo se faz nas atividades sociais do universo de alta fantasia da franquia. Você se torna um caçador bem sucedido quando se une a outros para enfrentar dinossauros, dragões. A união faz a força em Monster Hunter.

Assim se faz a história de todos os games: desde sua estreia, passando pelos portáteis (PlayStation Portable, 3DS) e consoles de mesa (PS3, xbox360, Wii e Wii U): até o mais novo e mais bem sucedido capítulo da saga: Monster Hunter World é o game mais vendido da história da Capcom

Não a troco de facilidades: o  que se aprende a duras penas no game (sim, a curva de aprendizado aqui é elevada), é que seu personagem é um nada, um pó. Num mundo bravio, repleto de  criaturas gigantescas selvagens, com seus hábitos, e ponto fracos a ser explorados.

Cuidado com isso

Assim, você, para enfrentá-los, tem que estudar: muito. Seja zoólogo. O bestiário do game é colossal, lá você encontra informações a selvageria dos monstros, o que eles fazem, como vivem, suas habilidades, pontos fracos e fortes, e os itens que suas carcaças oferecem.

Ah, os itens. 

 

Vai um lanchinho?

São milhares. Desbundantes, colossais. Pois Monster Hunter também é sobre coletá-los, combiná-los. Vendê-los e comprá-los, melhorá-los. Descobrir seu melhor e pior uso. Eles vem dos minérios, das plantas, dos animais. Dos insetos. Isso forçará você a se tornar biólogo, entomólogo, geólogo, ferreiro e cozinheiro. Não se engane: as toneladas de itens que você recolhe enquanto explora esse universo em caçadas, capturas, missões investigativas, servem para criar bombas, armadilhas, poções, comidas, antídotos… armaduras… e armas. 

Sim, você é humano. Você sangra, desmaia, se cansa. Mas poderá ser recompensado se for um bom estudante e explorador dos pântanos, das tundras, dos campos e florestas. Dos desertos e terras geladas. Das águas.

 

O mundo vivo de Monster Hunter, esfrega o convite no rosto do gamer,  em cada canto dos cenários: “hey, venha aqui ver o que há pra você!”

Só assim você encontrará as melhoras: do que você veste, do seu arsenal de matar. Em Monster Hunter, não há arma ruim: ou você não as evoluiu, ou não as está usando de maneira adequada. 

A sensação de pequenez, das batalhas insólitas contra monstrengos vinte vezes maiores que você, é traduzida em vitória apenas quando se faz um planejamento minucioso do gerenciamento dos itens, armas, e estratégias de combate e captura. E claro: a percepção do ambiente. Em Monster Hunter World, a Capcom introduziu certos conceitos interessantes como plantas, insetos, animais, rochas… no cenário que podem ser utilizados como armadilhas, acentuando a aleatoriedade nas caçadas, tornando elas ainda mais divertidas.

E aqui estamos, em 2018, no Xbox One, mais uma vez incansáveis, no Novo Mundo, caçando monstros, estudando a fauna e flora desse universo fantástico. Até o próximo, certamente.

Câmbio desligo, leprechais.

P.S. Quem estiver jogando também, me add na Xbox Live: meu id é Ancient Skyclad